Quem sou eu para falar de amor?
Se o amor me consumiu até a espinha.
Dos meus beijos que falar?
Dos desejos de queimar?!
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha.
Quem sou eu para falar de amor?
Se de tanto me entregar nunca fui minha.
O amor jamais foi meu.
O amor me conheceu, se esfregou na minha vida e me deixou assim.
Só porque disse que de mim não pode gostar,
Não quer dizer que não tenha do que duvidar.
Pensando bem, pode mesmo chegar a se arrepender e pode ser então que seja tarde demais.
Vai saber?
Não vá pensando que determinei sobre o que só o amor pode saber.
Só porque disse que não me quer, não quer dizer que não vá querer.
Pois tudo o que eu sei do amor é que ele gosta muito de se dar
E pode aparecer onde ninguém ousaria se pôr.
Se eu pudesse por um dia, esse amor... essa alegria!
Eu te juro, te daria, se pudesse esse amor todo dia.
Chega perto, vem sem medo, chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo escondido num choro-canção.
Se soubesses como eu gosto do teu cheiro, teu jeito de flor.
Não negavas um beijinho a quem anda perdido de amor.
Chora manso bem baixinho nesse choro falando de amor.
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração, que eu guardei esse segredo escondido num choro-canção.
Quando passas, tão bonita!
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita e eu me esqueço até do futebol.
Vem depressa, vem sem medo, foi pra ti meu coração!
Que eu guardei esse segredo lá no fundo do meu coração.
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