Eu recebi a oportunidade de uma vida nova.
Eu recomecei muita coisa.
Comecei outras e finalizei algumas.
Tá certo.. nem tudo foi finalizado por completo.
Estava triste.. tristinha....
mais sem graça que a top model magrela na passarela....
Parafraseando Zeca Baleiro....
Passei quase 3 anos achando que estava bem.
Que nada seria melhor que o cotidiano.
Sabe o Chico...
Ele disse mais ou menos assim....
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual....
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda "mulher"
Diz que está me esperando...
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida prá levar
E me calo com a boca de feijão...
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e "sai pelo" portão....
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...
Até que um dia eu me afastei.
Foi difícil. Doeu muito.
O coração se acostuma com as alegrias e tristezas do vai e vem do humor.
A falta de esperança e o tormento de saber que nada é justo e pouco é certo.
Fui recebida na vida nova como um dia fui recebida no antigo cotidiano.
Com muita alegria e novas oportunidades.
Agora estou reconstruindo o futuro sem a maldade andando aqui por perto.
Estou feliz.
Sinto saudades.
Dos amigos, das lembranças e dos sonhos que não se configuram tristes e inertes.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Amo meus amigos.
Sinto falta do cotidiano.
Daquele cotidiano incrível, onde éramos um.
Éramos equipe, amigos e família.
Que aos poucos foi se esvaindo e indo...
Eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...