Fico perdida em devaneios. Me perco por horas, até dias, pensando como seria se você estivesse ao meu lado.
Fui ao show do Engenheiros. Talvez, quase certo a banda acabe. O Gessinger vai sair.
Ele cantou as músicas que nós cantávamos.
Ele cantou era um garoto.
Ele cantou que era um garoto que como eu amava os beattles e os rolling stones.
A última vez que nos vimos foi no show dos rolling stones.
Eu não fui ao show pra ficar com você.
Foi a melhor escolha que fiz.
Não poderia nunca imaginar que aquele churrasco seria o último em que eu estaria com você.
Não poderia nunca imaginar que te colocaria pra dormir naquele dia e seria a última vez.
Que da próxima vez em que nos encontrássemos você estaria dormindo. E eu nem sequer te ver eu poderia. Não pude olhar teus olhos mais uma vez. Não pude gritar com você. Não pude te morder até quase arrancar pedaço pela última vez. Nem brigar com você, olhando nos seus olhos eu pude.
Tõ com uma saudade fudida de coisas que antes eram triviais. Saudade de te gritar e chamar pra comer a pizza que mamãe fez.
De te olhar e admirar como você tava cada vez mais lindo.
E de dizer que você era um burro sabendo que você era mais inteligente do que eu.
De te ver cantando e brigando comigo pra que eu parasse de desafinar.
O tempo.
O tempo pode deixar marcas.
O tempo que... não cura.
Sei que sinto sua falta.
Simples como as nossas traquinagens de infância.
Simples como a vida.
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